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sábado, 9 de julho de 2011

Bate-bola com André Moritz


Iniciou sua carreira futebolística no futsal, mas em 2006 foi integrado ao grupo de futebol profissional do Internacional, onde despertou interesse do Fluminense, que brevemente buscaria sua contratação. Apesar das poucas chances entre os titulares, foi do meio-campista o gol que ajudou o time das Laranjeiras a livrar-se do rebaixamento. No ano seguinte participou do grupo que conquistou a Copa do Brasil.
André Moritz, que atua como meia e atualmente defende o Mersin Yadman Indoru, da Turquia, conversou com nossa equipe.

Moritz atuando pelo seu ex-clube na Turquia

DSNL: Aqui no Brasil, a presença feminina nos estádios aumentou significativamente nos últimos anos. E aí na Turquia, como é a presença feminina nos estádios?
André: Nos clubes grandes, justamente por serem localizados em Istambul, uma cidade mais liberal que as outras, a presença feminima não é muita, mas é comum. Mas ainda, a presença feminina nos estádios é pouca com relação ao Brasil.

DSNL: O voleibol feminino é muito forte na Turquia, tanto que os principais clubes de futebol têm também equipes de vôlei. E o futebol feminino, tem esse prestígio?
André: Pra falar a verdade nem sei se tem futebol feminino por aqui. Se tiver, não deve ser muito divulgado não.

DSNL: Como é a rivalidade na Turquia entre os maiores clubes do País?
André: A rivalidade aqui é muito grande, nos clássicos com as equipes grandes, o país para. Estádio lotado, torcida enlouquecida. A semana que precede os clássicos, nada, além do jogo, é comentado ou mostrado na tv. Dia de clássico é sempre com policiamento triplicado.

DSNL: Até onde vai o fanatismo dos turcos, como é a festa das torcidas no estádios?
André: Aqui é fanatismo mesmo, eles amam o clube e vivem para o clube. As torcidas aqui, gritam e incentivam os 90 minutos, sempre ajudando o seu time até o final.

DSNL: Como é ser idolatrado pelos turcos, uma nação tão ou mais fanática pelo futebol quanto os brasileiros?
André:Eu fico feliz com o reconhecimento que conquistei aqui, estou no país há 4 temporadas, começando a quinta agora e não creio que sairei do país tão cedo.

Homenagem de Moritz à Turquia

DSNL: Você já jogou contra o Alex (Fenerbahçe)?
André: Nesses 4 anos aqui joguei algumas vezes contra o Fenerbahçe, mas contra o Alex, somente 3.

DSNL: Quem levou a melhor?
André: Em duas oportunidades perdi e em outra ganhei.

DSNL: Como você vê esse movimento de jogadores brasileiros que atuavam no exterior voltarem para o Brasil?
André: Acho normal, a vida na Europa, Ásia ou seja lá onde for, é sempre muito difícil, lógico que por aqui, por ser jogador as vezes se ganha privilégios que no Brasil não teria, mas o Brasil é Brasil. Familiares, pessoas queridas minhas moram por lá, vivem lá. Hoje em dia, o cara que tem a oportunidade de ganhar a mesma coisa que ganha por aqui, no Brasil, não pensa duas vezes antes de voltar ao Brasil.

DSNL: Você foi sondado recentemente (por algum clube do Brasil)?
André: Sempre em toda a janela de transferência alguns clubes brasileiros me procuram, mas no momento ainda não quero voltar não, creio que ainda tenho muito a fazer por aqui.

DSNL: Como foi a adaptação a cultura turca?
André: Foi fácil, pois caí direto em Istambul, a cidade é linda, pessoas calorosas, muito desenvolvida, não me faltou nada em nenhum momento. Creio que morar em Istambul me ajudou muito a me adaptar justamente pelas coisas serem encontradas facilmente. Em um ano já estava arriscando o turco, hoje em dia falo e entendo praticamente tudo, a comida turca é muito boa, adoro a cozinha deles. Lógico que tem diferenças com relação a nossa cultura, mas me acostumei rapido.

DSNL: Você atuou em Internacional e Fluminense, duas equipes de grande torcida. Na Turquia a torcida também é apaixonada como a brasileira?
André: Sim, e acho que aqui o fanatismo é maior que no Brasil.

DSNL: Você acompanha o futebol brasileiro? Como analisa o momento de Internacional e Fluminense?
André: Acompanho sempre pela internet e quando tenho a oportunidade nos finais de semana vejo os jogos ao vivo pela televisão. O momento dos dois clubes é bom, o Campeonato Brasileiro é muito longo, acho que as duas equipes tem chances de título, e creio que os dois irão se classificar para a Libertadores.

DSNL: Alguns brasileiros já se naturalizaram turcos para atuar na seleção nacional. Se não houver chance na Seleção Brasileira, você faria o mesmo?
André:Eu já fui procurado umas duas vezes para me naturalizar turco, tenho muito vontade sim em uma naturalização, aqui depois de 5 anos de trabalho, se torna mais facil. Seria um prazer, jogar pela seleção do país que proporcionou muita coisa na minha vida.

Claudio Pitbull e André Moritz 

DSNL:  Rolam boates que você é torcedor do Fluminense desde pequeno, isso é verdade?
André:Sim, desde pequeno eu torcia pelo Avaí e pelo Fluminense. O Avaí por ser de Floripa, mas na minha época de criança ainda estava na terceira divisão e assim como todos as pessoas nascidas em Floripa, torcia para outro time que jogava na série A, então torcia pelo Fluminense desde pequeno também. Me lembro do Flu na segunda e terceira divisão, toda vez que vinha jogar em SC ou em alguma cidade perto de Floripa a gente armava a caravana e ia pro jogo.

DSNL: Quando soube do interesse do Fluminense, qual foi sua reação?
André: Fiquei muito feliz, foi uma felicidade muito grande para mim e também aos meus familiares.

DSNL: O que você sentiu quando marcou aquele gol contra o Santa Cruz, que livrou o Fluminense do rebaixamento?
André: Acho que senti alívio, porque eu quando torcedor vi o Flu cair três anos seguidos, uma vez viraram a mesa, no outro caiu pra B e depois da B para a C, e tinha aquela mágoa como torcedor, e quando estava jogando pensava:  "Po não acredito que agora jogando, o Flu tem chance de cair", e naquele momento do gol foi de total alívio, ainda teríamos maıs um jogo com o Palmeiras em casa, mas lá contra o Santa já teria matado a chance de cair.


                                             Fluminense 2x1 Santa Cruz em 2006


DSNL: Pode deixar um recado para a galera aqui no Brasil, que mesmo de longe acompanha um pouco do seu futebol?
André: Queria agradecer de coração todas as pessoas que me mandam mensagens me desejando sempre coisas boas, fico muito feliz quando recebo mensagens de carinho e incentivo, são coisas assim que me fazem querer sempre mais e mais. As pessoas que me seguem no twitter (@andremoritz19) também sempre me perguntando e desejando coisas boas também queria deixar aqui o meu muito obrigado. 



Agradecemos ao André pela entrevista, e desejamos muito sucesso nesse novo clube.


twitter: @Waah_Pereira 

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Hvala, Gringo


1997-1999 Vitória
Início no Brasil: As mentiras que valeram a pena

A brilhante carreira de Dejan Petković no Brasil começou devido à algumas “mentirinhas”. O jogador foi procurado por Waltercio Fonseca, dirigente do Vitória na época, para vir jogar no clube baiano. Porém, Fonseca disse ao Pet que o Vitória era o (atual) campeão Brasileiro de 97, sendo que era, na verdade, campeão baiano daquele ano. Acreditando nas palavras do dirigente, o “Gringo” saiu do Real Madrid rumo ao clube rubro-negro. Porém, por algum imprevisto, ele não chegaria ao Brasil na data esperada.  E foi nesse momento que a segunda “mentirinha” surgiu. Para antecipar o embarque, Fonseca inventou que o Papa estaria no Brasil e que tudo estaria fechado, logo, não conseguira registrá-lo na CBF. Pet veio mais cedo e iniciou sua carreia no Vitória e no futebol brasileiro.

Com gols importantes, um Campeonato Bahiano e uma Copa Nordeste, Pet é lembrado como um dos grandes jogadores que passaram pelo Vitória. Ele sempre demonstrou carinho e consideração pelo clube, alegando jogar feliz, mesmo sem receber os salários em dia.



Gol histórico e passagem por Fla, Vasco e Flu


"Reza Alessandro... Petkovic bateu a falta... GOOOOOOL"
 Por falar em rubro-negro, há dez anos, uma cobrança de falta, aos 43 minutos do segundo tempo, mudou o rumo de uma partida e da carreia de um certo jogador. E qual flamenguista (ou até mesmo vascaíno) não se lembra da narração daquela jogada, feita por Luiz Carlos Jr? “Reza Alessandro... Petkovic bateu a falta... GOOOOOOL”. O sérvio virou ídolo no Fla após dar o título do tricampeonato estadual em 2001, na vitória de 3x1 sobre o Vasco. Este momento histórico retrata a boa passagem do jogador pelo time da gávea, entre 2000 e 2002. Mas esta não seria a única. 




Campeão da Taça Guanabara 2003

Ironia do destino ou não, Pet foi parar em São Januário. Ele não teve tanto sucesso quanto no Fla, mas ganhou a Taça Guanabara pelo Vasco em 2003, e teria conquistado o Campeonato Carioca junto com seus companheiros, caso não tivesse ido embora para o futebol chinês. 





Autor do 1000º do Fluminense no Brasileirão

 



Rondando pelos clubes do Rio, o gringo também deixou sua marca no Fluminense. Pet foi responsável por marcar o gol mil Tricolor em campeonatos brasileiros, em 2005. Como forma de retribuição, o clube colocou uma placa de bronze no estádio das Laranjeiras.








 O retorno e a consagração

Petkovic retornou à Gavea em 2009, através de um acordo para amenizar a dívida adquirida pelo clube em sua primeira passagem pelo Fla. No começo, a volta do ídolo não parecia agradar a todos. Além de problemas internos, envolvendo Cuca e Kleber Leite, a torcida também não acreditava muito no jogador. E foi assim que Pet provou que continuava sendo o mesmo craque de sempre. Liderou o Flamengo na conquista do campeonato Brasileiro daquele ano, caiu nos braços da galera e até virou letra de funk. 

 
Mosaico feito pela torcida do Flamengo na despedida do Pet

E é com essa sensação de dever cumprido que ele encerra a sua carreira. Um ciclo vitorioso de um cara que sempre teve o maior orgulho de morar no nosso país e defender as cores dos nossos clubes. Superou todas as rivalidades, jogou nos principais times do Rio e é admirado por todas as torcidas. Pet nos encantou com um futebol bonito de se ver, típico do próprio brasileiro. Ele não é só ídolo de um simples garoto que sonha em ser jogador, nem dos torcedores do Flamengo, mas sim ídolo de um país inteiro. Hvala, Gringo! (segundo o Google, “Hvala” significa “obrigado” em sérvio)

Algumas declarações de torcedores cariocas sobre o craque:

“Pet é o grande ídolo do Flamengo para a geração pós-Zico. Quem não pode ver o galinho, foi compensado vendo o gringo jogar. Um ídolo dentro e fora de campo. Obrigado por tudo, Petkovic!” Rafael Gomes- Torcedor do Flamengo.

“Poucas vezes vi um jogador jogar tanto quanto o Pet nos últimos 5 meses de 2005...ele decidia quase todo jogo, era absurdo.” Diego Bellato – Torcedor do Fluminense.

"O Pet teve uma passagem marcante em todos os clubes que passou. Sempre guerreiro, determinado e dando sua contribuição e engrandecimento ao futebol brasileiro! Sua passagem pelo Vasco da gama trouxe grandes alegrias para a imensa torcida vascaína! Valeu, Pet!" Ariane Perovano - Torcedora do Vasco

por Laís Ferolla e Wannessa Pereira
twitter: @LaisFerolla e @Waah_Pereira

sábado, 4 de junho de 2011

Bate-bola com o vascaíno Maurício

Imagine um time sem a sua torcida. Impossível, não é mesmo? E é por isso que o número de torcidas organizadas e barras bravas vem crescendo cada vez mais. Festas lindas são proporcionadas e o grito da arquibancada se torna o 12º jogador. 
Estivemos em São Januário com integrantes da Torcida Organizada União Vascaína e conversamos com o apaixonado Maurício Garcia. O torcedor falou sobre mulheres no estádio, ídolos, expectativas com o time e também sobre a venda de ingressos para o jogo no Couto Pereira. Confira a baixo abaixo nossa entrevista:

Maurício acredita nos dois títulos nacionais

De Salto no Lance: Qual a sua opinião sobre essa “invasão feminina” nos estádios?
Mauricio: Acho interessante, pois tira o rótulo de que estádio não é mais lugar para família. Este pensamento existe desde à entrada das Torcidas Organizadas, julgadas como “perigosas”.  Estas torcidas ainda são muito criticadas porque, às vezes, estão metidas em violência e confusão.

DSNL: A torcida organizada, à qual você faz parte, tem torcida feminina?
M: Sim. É chamada de “Reinado Feminino”.

DSNL: E o que esperar do Campeonato Brasileiro, já que mesmo com o time reserva, o Vasco tá lá em cima? Qual a expectativa para quando vocês estiverem com a força máxima?
Mauricio: O Vascão campeão.

DSNL: Mas assim, fácil?
M: Juninho e mais dez, Vascão campeão.

DSNL: Qual equipe pode fazer frente ao Vasco na competição?
M: Vasco de Dedé x Santos de Neymar.

DSNL: Já que você mencionou o Juninho, como você vê a volta de um ídolo ao clube?
M: Fantástica. Vou ao aeroporto recebê-lo e  venho no jogo de estreia. Como a nossa música já diz, o Juninho é um verdadeiro ídolo aqui em São Januário.

DSNL: A Organizada está indo pra Curitiba ou vocês estão preparando a festa aqui no Rio mesmo, caso o Vasco seja campeão?
M: Estou indo na quarta-feira e volto na quinta, sem pousada e com a vodka na mão!

DSNL: Em 2009, quando o Coritiba foi rebaixado, houve uma verdadeira guerra após o jogo. Vocês estão preparados, caso isso ocorra novamente?
M: Se for necessário, a torcida vai sem medo. Mas vamos em clima de festa e pregamos a paz! Além disso,  a torcida do Vasco tem amizade com a torcida do Coxa.

DSNL: Você costuma ir aos jogos?
M: Não perco um jogo do Vasco há 3 anos.
DSNL: Você é sócio? Pretende votar nas próximas eleições?
M: Sou sócio.  Pretendo votar sim, mas não no Dinamite. Sou fã dele como jogador, mas ele é só a imagem de um presidente. Na verdade, quem manda no Vasco é o Mandarino.

DSNL: Você já falou sobre o Juninho e o Dinamite. Mas, e o Romario? O que dizer sobre o baixinho?
M: Odeio o Romário, ele é flamenguista.  Era um ótimo jogador, mas é torcedor assumido do Flamengo.  Por mim,  a estátua dele poderia ser substituída por uma do Roberto. Ou melhor, por qualquer jogador que já fez história aqui no Vasco.

DSNL: A “União Vascaína” já tem muito tempo?  É uma torcida grande?
M: É a torcida organizada mais nova.  E apesar disso, não é a menor.

DSNL: Como é  a relação da diretoria vascaína com a torcida organizada? Vocês conseguem algum benefício?
M: Foram prometidos à “União Vascaína” 70 ingressos para o jogo em Coritiba, mas a diretoria não cumpriu o combinado e tivemos que cancelar a caravana. Foi bem chato, uma parte da torcida já tinha até passagem de avião comprada.

DSNL: Foi só com vocês?
M: Sim.  A “Força Jovem”  ficou com 500 ingressos e a “Ira Jovem” com  170. Além disso, foi fornecido um número desconhecido de ingressos para uma agência de viagem que é do genro do Dinamite.

Maurício e mais alguns integrantes da União Vascaína que viajarão para Curitiba

Agradecemos ao Maurício pela colaboração e boa sorte para as duas equipes. Que vença a melhor!

por Camila Daychoum (foto, entrevista e edição), Laís Ferolla (edição) e Wannessa Pereira (entrevista e edição)

sábado, 28 de maio de 2011

O melhor Barcelona da história


Rooney: Golaço na final
93 minutos de uma aula de futebol ! Assim foi a grande final da UEFA Champions League, neste sábado, 28 de maio de 2011, consagrando o FC Barcelona tetracampeão do torneio mais importante da Europa. Mas quem saiu no lucro foram os torcedores no mundo todo que puderam acompanhar um verdadeiro show. Os primeiros 10 minutos foram de amplo domínio dos ingleses. Com uma forte marcação eles não deram espaço para o jogo de toques rápidos dos catalães e conseguiram imprimir um forte volume de jogo especialmente com Chicharito e Rooney, mas não conseguiram transformar a superioridade em gols. E não demorou muito para os culés mostrarem o futebol que tanto encanta. Com seus toques rápidos e jogadas geniais de Messi, o Barcelona equilibrou o jogo fazendo com que o Manchester United não conseguisse atacar com o mesmo ímpeto de antes. Aos 26 minutos abriram o placar depois de uma belíssima assistência de Xavi Hernández à Pedro, que só teve que tocar na saída do goleiro holandês Van der Sar, que fazia sua despedida do United aos 40 anos. Parecia que o Barça teria tranquilidade para fazer seu tipo de jogo, porém 8 minutos depois foram surpreendidos por uma bela jogada que resultou no gol de Rooney empatando a partida para o delírio dos Red Devils.  Ainda na etapa inicial, o time catalão teve ótimas oportunidades, quase marcam aos 38 com uma bomba de Iniesta e aos 43 com um belíssimo passe do Messi para Villa, que devolveu no hermano, mas que não conseguiu completar a jogada. As equipes vão para o intervalo com o resultado de 1x1.

Lionel Messi: Melhor do Mundo.
No segundo tempo o que se viu foi uma enorme superioridade do clube catalão. O Manchester marcava muito atrás, o que favorecia o jogo do Barça. Essa superioridade foi transformada em gol aos 8 minutos da etapa final, o argentino e melhor jogador do mundo, Lionel Messi, soltou uma bomba de esquerda alcançando a meta do mal colocado Van der Sar. Depois do gol só deu Barcelona. Tocando a bola ao seu melhor estilo quase aumentam a vantagem duas vezes com Messi. O Manchester parecia perdido no jogo porém sir Alex Fergunson não mexia no time, a inoperância do time inglês foi castigada com um golaço de David Villa aos 23, o espanhol bateu forte e colocado da entrada da área e acertou o ângulo. Festa da torcida culé. Ferguson tentou uma reação, tirou o brasileiro Fábio, lesionado, e colocou Nani, que não fez muita coisa. Ainda deu tempo para a entrada de Puyol no lugar de Dani Alves, que recebeu a faixa de capitão das mãos de Xavi. Depois do apito final foi só comemorar, festa da torcida que lotou o Wembley e principalmente, festa na Catalunha.

Abidal: superação e título.

No fim, uma grande surpresa. Puyol, que havia entrado somente pra erguer a taça, abriu mão desse direito, passando a faixa de capitão para Abidal. O momento emocionou a todos, pois o francês se tornou exemplo de superação ao enfrentar um tumor no fígado.







Mais um título para o Barcelona, que se confirma como melhor time da atualidade e faz jus a seu lema “més que un club”. E é o primeiro time a conquistar pela segunda fez uma Champions League no Wembley.

Comemoração do Título


O Barcelona foi a campo com: Valdes, Daniel Alves (Puyol), Mascherano, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi e Iniesta; Pedro (Afellay), Messi e Villa (Keita). Técnico: Pep Guardiola.

E o Manchester United com: Van der Sar, Fábio (Nani), Ferdinand, Vidic e Evra; Carrick (Scholes), Giggs, Park e Valencia; Chicharito e Rooney. Técnico: Alex Ferguson.


por Marina Garcia e Wannessa Pereira
twitter: @MaGarcia92 e @Waah_Pereira

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A luta pelo tetracampeonato


Barça e Manchester decidem a Champions League.
Na tarde desse sábado acontecerá a tão esperada final da Champions League. De um lado o melhor time do mundo e atual campeão espanhol, Barcelona. Do outro, a única equipe invicta da competição e atual campeão inglês, Manchester United.
Esta será a sexta vez que o lendário estádio de Wembley receberá a final da Champions. Curiosamente, foi no mesmo Wembley que Manchester e Barcelona conquistaram a Europa pela 1ª vez, em 68 e 92, respectivamente. 
Com três títulos cada, as duas equipes vão a campo em busca do tetracampeonato. Os Red Devils buscam a revanche, já que em 2009, o Barcelona conquistou sua última Liga dos Campeões em cima do próprio Manchester.
A partida marca também a despedida do holandês Van Der Sar, um dos principais arqueiros de sua geração que com 40 anos encerra sua carreira.
O Manchester, que nessa temporada se tornou o maior campeão inglês, ultrapassando o Liverpool, busca encostar também no número de títulos europeus do rival, cinco vezes campeão.
Com vários destaques em ambas as equipes o jogo promete. No lado inglês Wayne Rooney, Ryan Giggs, Chicharito Hernández, artilheiro do time com quatro dos 18 gols da equipe, e o goleiro Van der Sar. No lado Espanhol, Lionel Messi , o melhor jogador do mundo, Xavi e Iniesta, segundo e terceiro melhores do planeta, respectivamente.  
Esse jogo serve para consolidar as excepcionais campanhas da edição da Champions. O Barcelona sofreu apenas uma derrota em 12 jogos, contra o Arsenal. Venceu oito partidas e empatou três, já o Manchester venceu nove e empatou três dos seus confrontos.
 Esta será a 11ª vez que as duas equipes se encontram. Até agora, registram-se três vitórias para cada lado e quatro empates. Barcelona e Manchester United se encontram numa final de uma competição européia pela terceira vez. Em 15 de maio de 1991, pela Copa dos Vencedores das Taças, os Red Devils levaram a melhor. Em 2009, foi a vez do Barcelona vencer. Com gols de Samuel Eto’o e Lionel Messi, os catalães venceram os ingleses por 2 a 0 no Olímpico de Roma e conquistaram a sua terceira Champions League. 
Se vencer a final, Alex Ferguson alcançará a sua terceira conquista na Champions League, as mesmas que Bob Paisley, que venceu a Liga milionária ao comando do Liverpool em 1977, 1978 e 1981.

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por Wannessa Pereira
twitter: @Waah_Pereira